As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos foram divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que Minas Gerais alcançou a marca histórica de apenas 0,23% de nascimentos não registrados nos cerca de 1.500 Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais presentes em todos os municípios mineiros.

O índice representa uma queda de 1,94 pontos percentuais em relação ao início da série histórica, em 2015, quando a taxa de sub-registro em Minas  era de 2,17%. O patamar atual é o mais próximo da cobertura universal preconizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O número também consolida uma trajetória consistente de avanços: em 2023, o índice era de 0,34% e, em 2022, figurava em 0,30%.

“Alcançar o menor índice de sub-registro da história de Minas Gerais é resultado de um trabalho contínuo dos registradores civis mineiros, que atuam diariamente para garantir que nenhum cidadão fique invisível perante o Estado. Esse avanço demonstra a capilaridade e a eficiência dos Cartórios de Registro Civil presentes em todos os municípios do estado, fortalecendo o acesso à cidadania, à dignidade e à segurança jurídica desde o nascimento. Estar tão próximo da cobertura universal é motivo de orgulho para Minas Gerais e reforça o compromisso do Recivil com a modernização e a ampliação do acesso aos serviços registrais”, destaca Genilson Gomes, presidente do Sindicato dos Registradores Civis de Minas Gerais (Recivil).

As menores taxas foram registradas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%), concentrando os melhores resultados nas regiões Sul e Sudeste. Por outro lado, as maiores taxas de sub-registro de nascidos vivos se encontravam em Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%), distribuídas pelas regiões Norte e Nordeste.

Veja a evolução do sub-registro de nascimentos em Minas Gerais

Ano Índice de Sub-registro
2015 2,17%
2016 1,09%
2017 0,88%
2018 0,48%
2019 0.41%
2020 0,53%
2021 0,44%
2022 0,30%
2023 0,34%
2024 0,23%

Veja o índice dos estados e do DF

Estado Taxa (%) Estado Taxa (%)
Rondônia 0,49 Alagoas 0,56
Acre 2,71 Sergipe 3,10
Amazonas 4,40 Bahia 0,74
Roraima 13,86 Minas Gerais 0,23
Pará 2,81 Espírito Santo 0,43
Amapá 5,84 Rio de Janeiro 0,58
Tocantins 1,18 São Paulo 0,15
Maranhão 1,94 Paraná 0,12
Piauí 3,98 Santa Catarina 0,50
Ceará 1,35 Rio Grande do Sul 0,21
Rio Grande do Norte 0,73 Mato Grosso do Sul 0,58
Paraíba 0,56 Mato Grosso 1,14
Pernambuco 1,16 Goiás 0,40
Distrito Federal (DF) 0,13

 

Taxa de sub-registro de óbitos atinge 1,36% em 2024 e apresenta queda de 1,15% frente a 2015

 

A taxa de sub-registro de óbitos também apresentou queda em relação a 2015. Em 2024, a taxa estimada de sub-registro de óbitos foi de 1,36%, enquanto em 2015 o índice era de 2,51%. Isso corresponde a uma taxa de cobertura de 1,15% para o sistema de Estatísticas do Registro Civil.

Os maiores percentuais, acima de 10%, estavam localizados no Maranhão (24,48%), Amapá (17,47%), Piauí (16,15%), Pará (16,10%) e Roraima (10,91%). Em contrapartida, as menores taxas foram registradas no Rio de Janeiro (0,14%), Distrito Federal (0,17%), Paraná (0,56%) e São Paulo (0,65%).

Essas disparidades refletem diferenças na infraestrutura de saúde, na densidade de cartórios de registro civil, nas características demográficas (presença de populações rurais, indígenas e quilombolas) e nos níveis de desenvolvimento socioeconômico regional.

As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos são obtidas por meio do pareamento das bases de dados das Estatísticas do Registro Civil, coletadas pelo IBGE, e do Ministério da Saúde, utilizando o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Fonte: Assessoria de Comunicação do Recivil/MG, com informações do IBGE

 Publicado em: 21 de maio de 2026.