Em junho deste ano, a Suprema Corte dos EUA decidiu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um direito fundamental dos cidadãos. Quatro estados – Michigan, Ohio, Kentucky e Tennessee – haviam banido o casamento gay em seus territórios e levaram seus casos até a Suprema Corte. Perderam e, agora, começam a pagar a conta: alguns milhões de dólares para os advogados que representaram a causa gay.
Michigan foi o primeiro dos quatro estados a pagar os honorários dos advogados oponentes: US$ 1,9 milhão, no total. O valor só não foi maior porque os advogados abriram mão do chamado “fee enhancement”, uma espécie de “aumento de honorários por merecimento”, previsto em lei, para fazer um acordo com o governo do estado.
Pelo acordo, os advogados pediram o trancamento da ação que moveram para receber os honorários e o fee enhancement, em troca do pagamento imediato dos honorários, sem mais contestações, de acordo com o The National Law Journal.
O fee enhancement é um mecanismo criado pelo Legislativo, que visa incentivar os advogados a defender causas de interesse público, principalmente na área de direitos civis. A lei admite que, sem um incentivo especial, tais causas não despertariam o interesse dos advogados. Geralmente, são causas complexas, de risco para os advogados.
Nesse contexto, os honorários extras premiam a dedicação à causa de interesse público e também o desempenho excepcional dos advogados. Normalmente, os advogados movem uma ação contra o estado para receber seus honorários e o fee enhancement, que varia de 50% a 75% sobre o valor dos honorários.
Os honorários de US$ 1,9 milhão irão beneficiar seis advogados que atuaram contra o estado de Michigan, que cobraram US$ 350 por hora, cada um. O pagamento foi feito em duas vezes. A segunda prestação foi paga na semana passada.
A advogada Carole Stanyar, que relatou 2.182,5 horas de trabalho, recebeu US$ 763.875; Dana Nessel, com 1.165,1 horas, recebeu US$ 407.785; Kenneth Mogill, com 1.011,2 horas, recebeu US$ 353.920; Robert Sedler, com 286,6 horas, recebeu US$ 100.310; Mary Bonauto, a advogada que defendeu o casamento gay na Suprema Corte e cobrou 796,7 horas, recebeu US$ 278.845; e Vickie Henry, com 32,1 horas, recebeu US$ 11.235.
Dos três estados restantes, em Kentucky nove advogados cobraram, em juízo, honorários de US$ 1,1 milhão, mais 75% em fee enhancement. O governador Steve Beshear, em vez de propor acordo, contestou o valor da causa, que qualificou como “excessivo”. Pediu ao juiz para reduzi-lo para um “valor razoável”, mas ainda não houve decisão.
Em Ohio, os advogados pediram honorários de US$ 1,7 milhão, que inclui um fee enhancement de 50%. No Tennessee, os advogados ainda não moveram ação para cobrar seus honorários.
Outros estados que também haviam banido o casamento gay e não estavam incluídos no processo que chegou à Suprema Corte, mas que perderam a causa em seus estados, foram obrigados pela Justiça a pagar aos advogados oponentes mais de US$ 8,5 milhões, de acordo com o jornal.
Entre eles, Pensilvânia pagou, através de um acordo com os advogados oponentes, US$ 1,5 milhão; Indiana concordou em pagar US$ 1,4 milhão; E Wisconsin pagou US$ 1 milhão, também após um acordo.
Leia mais:
Suprema Corte do Texas aprova divórcio de casal homossexual
EUA aprovam união gay em todo o país
Fonte: Conjur
Posts relacionados
ARQUIVOS
- maio 2026
- abril 2026
- março 2026
- fevereiro 2026
- janeiro 2026
- dezembro 2025
- novembro 2025
- outubro 2025
- setembro 2025
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- outubro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- janeiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- março 2023
- fevereiro 2023
- janeiro 2023
- dezembro 2022
- novembro 2022
- outubro 2022
- setembro 2022
- agosto 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- abril 2022
- março 2022
- fevereiro 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- abril 2021
- março 2021
- fevereiro 2021
- janeiro 2021
- dezembro 2020
- novembro 2020
- outubro 2020
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014
- agosto 2014
- julho 2014
- junho 2014
- maio 2014
- abril 2014
- março 2014
- fevereiro 2014
- janeiro 2014